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Negociações salariais: 96% dos acordos de metalúrgicos tiveram aumento real em 2012
A Subseção do Dieese da CNM/CUT e FEM-CUT/SP analisou 69 acordos firmados em todo o país. Em nenhum o reajuste foi inferior à inflação
15/04/2013




Sindicatos de metalúrgicos de todo o país obtiveram, nas negociações salariais de 2012, acordos bem positivos. Nenhuma negociação resultou em reajuste inferior à inflação e, em 96% delas, os trabalhadores conquistaram aumentos reais. Na média, os salários tiveram 2,19% de aumento acima da inflação oficial (INPC-IBGE). Foi um dos melhores resultados dos últimos anos, apesar da economia ter andado mais lentamente em função da crise internacional.

Os dados foram apurados pela Subseção do Dieese da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT e da Federação de Sindicatos Metalúrgicos da CUT/SP, que analisou 69 convenções coletivas de trabalho assinadas por sindicatos de metalúrgicos no ano passado.

E, ao contrário do que vinha ocorrendo, o aumento real dos trabalhadores com datas-base no primeiro semestre foi ligeiramente superior ao do conquistado nas datas-base do segundo semestre, de 2,32% contra 2%, na média.

Segundo os economistas da Subseção do Dieese, Rafael Serrao e André Cardoso, este dado é atípico, visto que historicamente o segundo semestre apresenta índices de ganhos reais maiores que o primeiro, geralmente em função do cenário positivo causado pelo aquecimento econômico de final de ano.

Eles avaliam que estes resultados podem ser explicados pela dinâmica da economia em 2012, momento no qual o reflexo da crise econômica internacional no Brasil foi claro: o PIB brasileiro registrou uma evolução de apenas 0,9% e a indústria de transformação foi a que apresentou os piores resultados, com uma queda de 2,5%, mesmo com as diversas medidas apresentadas pelo governo federal.

Mas no primeiro semestre ainda havia a expectativa da retomada do nível de atividade econômica nos meses subsequentes (que acabou não se concretizando), o que garantiu ganhos reais maiores que no segundo semestre.

Apesar disso, as negociações salariais referentes a 2012 obtiveram um dos melhores resultados dos últimos anos, com um crescimento de 1,45% comparado ao ano de 2011, atingindo patamares semelhantes ao ano de 2010.

É possível ainda observar o crescimento da proporção de reajustes salariais nas faixas de maiores ganhos reais no período analisado. Em 2008, os aumentos reais se concentraram nas faixas de ganho de 1,01% a 3% acima do INPC-IBGE (66,6% dos reajustes analisados). Em 2012, as faixas de 1,01% a 3% acima do INPC-IBGE tiveram uma concentração ainda maior de reajustes (84% dos reajustes analisados). Esse crescimento é devido, principalmente, ao aumento do número de reajustes na faixa de ganho entre 2,01% e 3%.

Um outro diferencial apontado no estudo é o fato de que os maiores índices de aumento real foram observados no Centro-Oeste (2,83%) e no Nordeste (2,55%). Até 2011, o Sudeste e o Sul eram as regiões onde os maiores índices eram concedidos.

Na avaliação da Subseção do Dieese, essa mudança pode ser explicada pelo elevado número de investimentos públicos e privados que vem sendo feitos no Nordeste e geram um efeito positivo em toda a cadeia produtiva, sendo os principais a construção da nova fábrica da Fiat, o porto de Suape, ambas em Pernambuco, as obras de transposição do Rio São Francisco, as diversas obras ligadas à Copa de 2014, entre outros.

São Paulo

Ao analisar as 12 negociações salariais feitas no Estado de São Paulo, a Subseção do Dieese também constatou um diferencial em relação aos anos anteriores. Embora em 100% delas os trabalhadores tenham conseguido aumento real, em 2012 o índice médio foi de 2,14%, o menor percentual comparado de 2008 a 2011.

Para os economistas, a crise econômica internacional pode explicar este fato, dado que em São Paulo o impacto dela foi maior, pelo fato de o Estado ter a maior concentração industrial. Eles citam os dados da Fundação SEADE mostrando que o PIB do 4º trimestre de 2012 (acumulado em 12 meses) teve uma evolução de 1,3%, enquanto a indústria de transformação obteve uma queda de -3,7%.

Além disso, as datas-bases de São Paulo estão concentradas nos meses de setembro e novembro, quando os efeitos da crise estavam mais acentuados.

 


 

Fonte: Solange do Espírito Santo – assessoria de imprensa da CNM/CUT

 
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