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30% dos salários dos aposentados são gastos em remédios
Estudo foi feito pela Associação dos Trabalhadores Aposentados e Pensionistas do Grande ABC
05/04/2013




Com exceção dos hipocondríacos, ninguém gosta de tomar remédio. Mas, a necessidade de buscar a cura ou controlar doenças faz com que a compra de medicamentos ocupe, em média, 30% do rendimento dos aposentados da região. O número é resultado de estudo feito pela Associação dos Trabalhadores Aposentados e Pensionistas do Grande ABC, que considera R$ 1.300 como média salarial dos seus integrantes. Ou seja, cerca de R$ 390 são gastos por mês na farmácia. Ou melhor, eram.

Ontem, a CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos), órgão do governo formado por representantes de vários ministérios, autorizou aumentos nos medicamentos em três faixas, 2,7%, 4,51% e 6,31%, conforme a concorrência entre as marcas e a presença de genéricos no mercado. Traduzindo em valores, esses percentuais equivalem, respectivamente, a R$ 10,53, R$ 17,59 e R$ 24,60 a mais no orçamento destinado à compra de remédios.

"Esse reajuste é cruel", diz o diretor de políticas sociais da associação, Luiz Antonio Rodrigues Ferreira. "Remédio é gasto compulsório. A pessoa não pode escolher entre fazê-lo ou não. Não é uma questão de analisar sua capacidade financeira e entrar na loja, como quando se trata de adquirir um eletrodoméstico. Quem recebe uma prescrição médica sabe que, se não segui-la, está colocando sua saúde em risco", argumenta Ferreira. "Em muitos casos, é escolher entre morrer de doença ou de fome", completa o diretor, que diz que há muitos idosos com problemas de desnutrição porque têm de optar entre comprar comida ou remédio.

Segundo pacientes, as farmácias do governo que dão medicamentos de graça só oferecem o básico. Quem não tem condições financeiras passa longe de aproveitar a moderna tecnologia em remédios e dos princípios ativos que mantêm patente.

De acordo com as farmácias, nem sempre os reajustes são repassados imediatamente. Muitas vezes há variações provocadas pela concorrência e pelas negociações com os laboratórios e pelo o que há em estoque.

"Não tem choro nem vela. O aumento virá e vou ficar com menos dinheiro para viver", diz o músico Wilson de Moraes, 64 anos, que antes mesmo de se aposentar está preocupado com a elevação. "Hoje gasto cerca de R$ 200 por mês com meus remédios. O custo deles vai crescer e o meu rendimento vai continuar o mesmo ou até diminuir quando eu me aposentar", observa.

Pode parecer pouco, mas o custo extra de R$ 24,50 mensais nos medicamentos acaba saindo mais caro do que a tão festejada redução dos valores da conta de luz. Na verdade, esse valor representa para muita gente mais de 50% da fatura de luz, gás ou telefone.
 

 

Por Andréa Ciaffone, do Diário do Grande ABC

 
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