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RS perde 123,1 mil empregos na pandemia. Dieese defende injeção de recursos públicos na economia
O estoque de empregos caiu de 2,549 milhões para 2,426 milhões de carteiras assinadas, representando uma queda de 4,8%
14/07/2020




O Rio Grande do Sul perdeu mais de 123,1 mil empregos formais entre fevereiro e maio desde ano, durante a pandemia do coronavírus. O levantamento, elaborado com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, ganhou manchete na capa e reportagem de página inteira na edição desta segunda-feira (13/07) do jornal Zero Hora, porém não ouviu os técnicos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que assessora o movimento sindical.

O estoque de empregos caiu de 2,549 milhões para 2,426 milhões de carteiras assinadas, representando uma queda de 4,8%. O número de vagas fechadas supera o tamanho da população de um município como Bagé (121,1 mil habitantes). Também é maior do que a capacidade, somada, da Arena do Grêmio e do Beira-Rio (cerca de 111,3 mil lugares).

A mesma realidade foi verificada em âmbito nacional diante do fracasso da política do ministro da Economia, Paulo Guedes, e da pandemia que não é "uma gripezinha".

Distanciamento controlado

“O que a reportagem não mostra é o impacto que o distanciamento controlado do governador Eduardo Leite (PSDB) vai ter no desemprego do povo gaúcho”, afirma o presidente da CUT-RS, Amarildo Cenci. Não há sinais de melhoria no horizonte.

“Se a economia ficar neste abre e fecha não há negócio próprio que se sustente. Se tivéssemos feito o isolamento social com responsabilidade, se as praças e os parques estivessem fechados desde o início da crise sanitária, hoje estaríamos voltando à vida normal e o comércio estaria vendendo senão como antes, mas talvez próximo disso”, avalia o dirigente sindical.

Para Amarildo, “Leite é responsável por estarmos com números alarmantes de mortos e infectados pelo novo coronavírus. Se ele tivesse liberado testagens para profissionais da saúde, se tivesse criado políticas de proteção aos trabalhadores da cadeia produtiva da alimentação, teríamos evitado a disseminação da covid-19. O que vemos, no entanto, é o crescimento de casos de contaminados e do nível de ocupação dos leitos de UTIs”.

Crise econômica agravada pela pandemia

Além de provocar demissões, a crise do coronavírus dificulta a busca por emprego. Em maio, o Estado tinha 480 mil desempregados e somava 450 mil pessoas que gostariam de trabalhar, mas não conseguiram procurar vagas formas ou informais por causa da pandemia ou da escassez de oportunidades, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para o economista e supervisor técnico do Dieese, Ricardo Franzoi, a origem do problema vem desde antes do início da pandemia. Já havia uma crise econômica, agravada pelo coronavírus.

“O nosso PIB não cresce desde 2015 e agora, com a paralisação do comércio, as coisas podem piorar sensivelmente. Se o governo não injetar recursos na economia não tem saída. Temos que garantir que o dinheiro chegue à população para manter o consumo em alta, sobretudo de produtos essenciais, como alimentos e medicamentos. Não adianta somente abrir o comércio porque as pessoas não vão gastar como antes”, salienta Franzoi.

O economista avalia que o governo, no lugar de liberar R$ 600 de auxílio emergencial diretamente nas mãos dos trabalhadores, devia ter depositado essa quantia num cartão que só pudesse ser utilizado em estabelecimentos que emitissem notas fiscais.

“Seria uma forma de incentivar o consumo e, ao mesmo tempo, estimular que estabelecimentos comerciais que estão na informalidade se regularizassem. Seria bom para quem consome e ajudaria na arrecadação de impostos”, defende Franzoi.

Saídas para a economia do Brasil

A CUT-RS promove nesta quarta-feira (15/07), às 19h, uma live para debater saídas para a economia do Brasil na pandemia do coronavírus, com a participação do ex-senador paranaense Roberto Requião, do presidente nacional da CUT, Sérgio Nobre, e da economista e pesquisadora Marilane Teixeira, da Unicamp. A mediação será feita pelo presidente da CUT-RS, Amarildo Cenci.

Haverá transmissão simultânea nas páginas da CUT-RS e da CUT Brasil no Facebook.

 

Fonte: CUT-RS com informações de Zero Hora

 
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