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Mínimo regional: governo Leite propõe reajuste de 4,5%, enquanto centrais reivindicam 8,12%
O governador Eduardo Leite (PSDB) frustrou as expectativas da CUT-RS
19/02/2020




 O governador Eduardo Leite (PSDB) frustrou as expectativas da CUT-RS ao protocolar no final da tarde desta terça-feira (18) um projeto de lei na Assembleia Legislativa com reajuste de 4,5% para o salário mínimo regional de 2020. Sem regime de urgência para tramitação. Com isso, as cinco faixas salariais ficariam entre R$ R$ 1.292,82 e R$ 1.638,36. O aumento é retroativo a 1º de fevereiro.

“A proposta do governador não atende à reivindicação de 8,12% apresentada pelas centrais no dia 23 de janeiro e fica abaixo inclusive do reajuste de 4,709% do mínimo nacional, que passou para R$ 1.045,00 em 1º de fevereiro”, afirmou o presidente da CUT-RS, Amarildo Cenci. A demanda das centrais foi elabrada com base em trabalho do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Segundo o dirigente da CUT-RS, “essa proposta do Leite reduz ainda mais a diferença de 30% acima do mínimo nacional, quando o chamado piso regional foi criado no governo Olívio Dutra, em 2001”.

“Isso significa menos renda para o trabalhador e a trabalhadora gastar na economia local e aquecer a indústria e o comércio daqui e ainda elevar a arrecadação de impostos do Estado”, destaca Amarildo.

Pressão na Assembleia

Com o envio do projeto, a CUT-RS e as centrais estão solicitando audiências com o presidente da Assembleia, depurado Ernani Polo (PP), e os líderes das bancadas dos partidos para agilizar a tramitação.

“Vamos construir uma emenda alternativa com os parlamentares que valorizam o mínimo regional, buscando o atendimento da reivindicação das centrais”, adianta o secretário de Relações de Trabalho da CUT-RS, Paulo Farias.

“Quem ganha o mínimo regional tem pressa, uma vez que são os trabalhadores e as trabalhadoras do campo e da cidade que recebem os menores salários no Estado”, ressalta Farias.

Confira a proposta das centrais sindicais

Com a reivindicação de 8,12%, as atuais cinco faixas salariais ficariam entre R$ 1.337,64 e R$ 1.695,16.

Fonte: CUT-RS com Dieese

 

 
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