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Por protagonismo, valorização e visibilidade da luta das mulheres negras
Dia Internacional da Mulher Afro-Latino-americana e Afro-Caribenha
25/07/2019




 O Dia Internacional da Mulher Afro-Latino-americana e Afro-Caribenha foi criado em 25 de julho de 1992, durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, em Santo Domingos, República Dominicana. Estipulou-se que este dia seria o marco internacional da luta e da resistência da mulher negra.

Desde então, a sociedade civil tem atuado para consolidar e dar visibilidade a esta data, frente à condição de opressão de gênero e racial/étnica em que vivem estas mulheres, explícita em muitas situações cotidianas.

A partir da Lei nº 12.987/2014, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff, no Brasil celebramos também, em 25 de julho, o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.

Tereza de Benguela foi uma importante líder quilombola que viveu durante o século XVIII, casada com José Piolho, negro que chefiava o quilombo do Piolho ou Quariterê, nos arredores de Vila Bela da Santíssima Trindade, no Mato Grosso.

Após a morte do marido, Tereza se tornou a rainha do quilombo e, sob sua liderança, a comunidade negra e indígena resistiu à escravidão, sobrevivendo até 1770, quando o quilombo foi destruído pelas forças de Luiz Pinto de Souza Coutinho. À época, a população do quilombo, que somava 79 negros e 30 índios, foi morta ou aprisionada.

Um dia somente para mulheres negras

Dificilmente as mulheres negras são retratadas como realmente são: múltiplas. Cada uma possui histórias e percepções diferentes sobre ser mulher e negra, e isso é constantemente escondido e invisibilizado.

Mulheres negras são frequentemente esquecidas enquanto sujeitos de direito, e isso não é diferente no 8 de março, Dia Internacional de Luta das Mulheres.

A necessidade de um dia somente para mulheres negras é justificada pelos dados alarmantes que demonstram a situação desigual que vivem em relação às mulheres brancas. Logo, um dia específico para discutir essas particularidades acaba se tornando fundamental para simbolizar a demarcação da luta contra o racismo e o machismo.

É uma agenda que possibilita refletir sobre negritude e poder; valorização, autoestima e visibilidade da mulher negra; sua importância para a história da humanidade. Sobretudo considerando a condição de opressão de gênero e racial/étnica em que vivem estas mulheres, explícita em muitas situações cotidianas.

As Candaces

Revisitando nosso passado ancestral em África, encontramos valorosas mulheres negras, as Candaces, com poder de negociação, poder político e poder cultural. Elas eram Rainhas-Mães, mulheres guerreiras, corajosas, do antigo Reino de Koush, terras hoje pertencentes ao Sudão, que formavam e serviam de exemplo para as novas gerações.

E podemos atualizar esse passado, essa história, lembrando e referenciando, assim como Tereza de Benguela, outras Candaces brasileiras, outras mulheres que foram e são importantes para a nossa história. Com perseverança, luta, seus legados são exemplos para as novas gerações e valiosa contribuição para visibilizar a luta pela emancipação das mulheres negras:

Antonieta de Barros, Aqualtune, Arani Santana, Beatriz Nascimento, Benedita da Silva, Carolina Maria de Jesus, Chiquinha Gonzaga, Conceição Evaristo, Dandara, Elisa Lucinda, Elza Soares, Jurema Batista, Leci Brandão, Lélia Gonzales, Luiza Helena Bairros, Luiza Mahin, Mãe Hilda Jitolu, Mãe Stella de Oxóssi, Maria Conceição Nazaré (Mãe Menininha de Gantois), Maria Filipa, Ruth de Souza, Theodosina Rosário Ribeiro, Valdecir Nascimento, Vilma Reis, Zezé Mota, entre tantas outras.

Processo histórico

Ao longo do processo histórico, não é difícil constatar que as mulheres negras sofrem de forma mais severa os impactos da cultura machista e da ordem global econômica injusta que continua tratando mulheres negras com discriminação à medida que não discute e não aplica critérios justos no âmbito salarial, nas oportunidades de emprego ou no acesso à educação de qualidade.

No contexto atual, que revela a situação de violência que as mulheres, e de modo especial, as mulheres negras enfrentam, grupos, instituições e coletivos seguem trabalhando em um conjunto de ações para divulgar e denunciar essa dura realidade que persiste no decorrer dos séculos em toda América Latina e Caribe.

Nos últimos anos, o Brasil tinha conseguido diminuir alguns indicadores importantes como os da fome e da miséria, que agora se encontram novamente ameaçados, mas não conseguiu diminuir os indicadores alarmantes do número de mulheres que morrem vítimas da violência doméstica, principalmente.

A Condsef/Fenadsef nessa jornada

Enfatizamos o quanto é pertinente essa agenda do 25 de Julho, diante do atual governo brasileiro que, cotidianamente, expressa seu descaso exatamente pela formação, história e cultura do povo brasileiro, onde as mulheres tem desempenhado um papel central, muitas vezes invisibilizado. Esse governo que também reforça a discriminação, a violência, a exclusão social, o machismo, o racismo, o patriarcado.

Por isto, é importante que a Condsef/Fenadsef e suas filiadas se engajem nessa agenda, dialogando com os movimentos de mulheres, com lideranças negras; contribuindo para que mais mulheres negras se tornem protagonistas da luta contra o machismo, o racismo, pela vida, pela paz, pela liberdade!

É importante incentivarmos e aprofundarmos esse debate, em nossas entidades sindicais, sobre essa questão e contribuirmos para a construção de uma sociedade com mais igualdade e justiça social, onde homens e mulheres, brancos e negros, assumam a luta contra o racismo.

Fonte: Condserf

 
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