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Produção da indústria gaúcha tem retração de 1,4%
Produção industrial recua em 8 dos 15 locais pesquisados em maio ante abril
12/07/2019




 A produção industrial recuou em oito dos 15 locais pesquisados em maio, segundo a Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física Regional, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira. O Rio Grande do Sul teve o segundo pior resultado do país, com queda de 1,4%, atrás somente do Espírito Santo. A indústria capixaba recuou 2,2%.

No acumulado do ano, o Rio Grande do Sul registra crescimento de 8,8% na indústria. Na média nacional, o recuo da produção industrial foi de 0,2% em maio ante abril, conforme o IBGE.

O estado de Santa Catarina também apresentou retração (-1,3%), a exemplo de Minas Gerais (-1,0%). São Paulo, maior parque industrial do país, manteve-se estável com crescimento de 0,1% na produção.

No lado das altas, o Pará mostrou crescimento atípico de 59,1%, o avanço mais elevado nesse mês e na série histórica da pesquisa, impulsionado pela retomada da produção de importante planta produtiva no setor extrativo. Essa expansão reverteu três meses consecutivos de queda, com perda acumulada de 38,7% no período. O Rio de Janeiro também registrou alta (8,8%), seguido pelo estado de Goiás, com crescimento de 1,6%, Amazonas, registrando 1,2%, e Bahia (1,1%), Paraná (0,7%) e São Paulo (0,1%).

Sondagem industrial

A pesquisa Sondagem Industrial, divulgada no final de junho pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), já apresentava a retração industrial entre abril e maio.

A produção passou de 49,3 para 49,1 pontos, enquanto o número de empregados caiu de 48,4 para 47,5. Os indicadores variam de zero a cem pontos, sendo que valores abaixo de 50 representam queda em relação ao mês anterior. Ao utilizar 68% de sua capacidade produtiva no mês de maio, a indústria gaúcha ficou um ponto percentual abaixo de abril. Já a utilização de capacidade instalada (UCI) em relação ao usual caiu de 43,1, em abril, para 41 pontos, o menor nível desde maio do ano passado.

O acúmulo de estoques também teve números negativos no mês e o índice em relação ao planejado ficou em 52,8 pontos. Diferentemente de outros indicadores, o nível neutro é de 50 pontos e valores maiores indicam excesso de estoque, o que ocorre na indústria gaúcha desde fevereiro de 2019.

(Fonte: Correio do Povo)

 
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