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CUT e centrais confirmam greve geral no RS contra roubo da aposentadoria nesta sexta
Transporte vai parar
13/06/2019




 Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta quarta-feira (12), na sede da Fecosul, em Porto Alegre, a CUT-RS e centrais sindicais – CTB, Força Sindical, CGTB, Intersindical, CSP-Conlutas, Pública, UGT e CSB – e representantes do movimento estudantil garantiram que Porto Alegre e mais de 150 cidades do interior gaúcho vão parar na greve geral desta sexta-feira (14) contra a reforma da Previdência, o desemprego e em defesa da educação.

“Com a unidade e a mobilização de trabalhadores e estudantes, vamos parar tudo no Rio Grande do Sul para evitar o roubo da aposentadoria, exigir geração de empregos e impedir os cortes de recursos nas escolas, universidades e institutos federais”, afirmou o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo.

“O que o trabalhador deve fazer é ficar em casa e cruzar os braços. É melhor perder um dia de expediente do que o direito de se aposentar dignamente. Não haverá transporte em muitas cidades, bancos não vão funcionar, escolas e serviços públicos fecharão e assim por diante. Se for pra sair, que seja para participar das manifestações das centrais sindicais e dos movimentos sociais”, afirmou o dirigente sindical.

Nespolo confirmou que, além das paralisações, serão realizados atos unitários, como na capital gaúcha, às 18h, com concentração a partir das 17h, na Esquina Democrática. A mobilização já havia sido anunciada na plenária estadual das centrais com os movimentos sociais.

Transporte vai parar

Os metroviários aprovaram paralisação de 24 horas e já estão avisando a população. A partir das 23h59 desta quinta-feira (13), não haverá mais trens circulando entre as estações Mercado e Novo Hamburgo da Trensurb.

Desde a madrugada, haverá também paralisações de rodoviários de Porto Alegre e da Região Metropolitana, bem como de cidades do interior do Estado, com o apoio das centrais sindicais. “Estamos dialogando com essa categoria de luta que será duplamente prejudicada pela reforma, caso seja aprovada no Congresso”, explica Nespolo, destacando “o fim da linha da aposentadoria especial” a que hoje motoristas e cobradores têm direito em razão das condições insalubres de trabalho.

Bancos, indústria e serviços públicos
Também aprovaram a greve geral em assembleias os bancários representados pelos sindicatos de Porto Alegre, Alegrete, Camaquã, Carazinho, Caxias do Sul, Cruz Alta, Litoral Norte, Novo Hamburgo, Passo Fundo, Pelotas,, Rio Grande, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Santo Ângelo, Vale do Caí e Vale do Paranhana. Isto significará que muitas agências não abrirão as portas para atendimento de clientes.

Na indústria, a mobilização é intensa. Metalúrgicos, sapateiros, trabalhadores na alimentação e petroquímicos garantem participação no movimento. Os sindicatos estão realizando assembleias nas fábricas para decidir a adesão.

O Sindicato dos Servidores Públicos do Rio Grande do Sul (Sindsepe-RS) também aprovou greve geral em assembleia.

Em assembleia, o Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) aprovou também que irá aderir à greve geral, a exemplo de vários funcionários municipais de várias cidades do interior do Estado.

Trabalhadores da Saúde anunciaram igualmente que irão fazer paralisações, assim como trabalhadores rurais e agricultores familiares, dentre outras categorias.

Unificou, unificou; o estudante junto com o trabalhador
Após as fortes manifestações de 15 e 30 de maio, professores e estudantes garantem participação na greve geral. Mais de 20 universidades do Rio Grande do Sul suspenderão as suas atividades.

Em assembleia geral, o CPERS Sindicato aprovou adesão à greve geral, o que afetará as escolas públicas estaduais. O Sinpro-RS está realizando assembleias de professores em cada escola do ensino privado. O indicativo de paralisação já foi aprovado em várias instituições.

O Sindicato Intermunicipal dos Professores de Instituições Federais de Ensino Superior do Rio Grande Do Sul (ADUFRGS-Sindical) também irá aderir à greve geral, além dos técnico-adminsitrativos em educação da UFRGS, da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e do Instituto Federal de Educação do Rio Grande do Sul.

Fonte: CUT RS

 
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