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Vendas de máquinas devem subir 10% em 2019
Máquinas Agrícolas em alta
04/05/2019




 A expectativa de alcançar o final deste ano com uma alta próxima de 10% nas vendas de máquinas agrícolas é quase uma unanimidade entre os expositores da Agrishow, a maior feira de tecnologia rural da América Latina. No evento, que se encerra nesta sexta-feira, em Ribeirão Preto (SP), estiveram reunidas todas as grandes companhias nacionais e multinacionais do setor.

Em geral, elas compartilham a esperança de que, mesmo com um possível aumento dos juros no Plano Safra 2019/2020, há uma imensa necessidade do produtor de renovar seu parque de máquinas. De acordo com Associação Brasileira da Indústria de Máquinas (Abimaq), cerca de metade da frota brasileira de colheitadeiras, tratores e pulverizadores tem mais de 10 anos. Ou seja, precisa ser modernizada para obter ganhos de produtividade e economia de recursos (de combustível a insumos, como defensivos agrícolas). Além disso, o setor enfrentou queda de vendas nos últimos anos, devido à crise econômica, e as empresas agora esperam uma recuperação.

Segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), enquanto em 2014 foram comercializados 55 mil tratores no mercado brasileiro, em 2018 o número foi reduzido para 38 mil. Já as vendas de colheitadeiras, no mesmo período passaram de 6.400 unidades para 5.700 unidades. Para Rodrigo Bonato, diretor de vendas da John Deere, uma das razões para o otimismo - mesmo frente à possível alta nos juros oficiais do agronegócio - é o fato de que o Brasil vem registrando há vários anos resultados agrícolas muito bons, como as duas maiores safras de soja da história, alcançadas recentemente, e neste ano uma das maiores safras de milho.

"Isso tudo fortalecendo a importância mundial do País com fornecedor mundial de alimentos, de grãos, proteínas e fibras. As boas perspectivas ficaram evidentes em todas as feiras realizados neste primeiro semestre, como Coopavel, Expodireto e agora, na Agrishow. É visível o otimismo dos produtores, que se reverte em investimentos na produção", explica Bonato. O executivo afirma ainda que o governo federal vem demonstrando que reconhece a importância do setor para a economia do País, liberando recursos extras ao programa Moderfrota, como fez na abertura da Agrishow.

Mas Bonato reconhece que a indústria vive, junto com os produtores, um momento de ansiedade quanto às condições que virão dentro do Plano Safra 2019/2020, que deverá ser anunciado no dia 12 de junho e começara a valer a partir de 1 de julho. "O produtor precisa saber cedo as condições das linhas de crédito que terá disponíveis para dar andamento ao novo ano safra, que se inicia em julho, não apenas para compra de máquinas como também para custeio, a fim de poder dar andamento ao próximo plantio", explica Bonato. A maior demanda do setor é ter recursos em quantidade suficiente para os 12 meses do próximo ano safra, para que o dinheiro não acabe antes do prazo.

Neste ano, diferentes linhas de crédito foram se esgotando já no início do ano. O Moderfrota, por exemplo, já precisou de reforços e ainda deverá ter dois meses pela frente praticamente sem recursos para financiar novas compras de máquinas com juro reduzido. Outro ponto fundamental é manter os juros fixos e ao menos nos mesmo patamares atuais, assim como permanecer com o prazo de até sete anos para o pagamento dos financiamentos. "Eu tenho a expectativa de que o Plano Safra não vá ter grandes alterações, mas o governo está dando sinais de que alguma coisa precisa ser feita mais à frente. É preciso investir em uma infinidade de coisas, como infraestrutura, e o Tesouro Nacional não tem recursos para tudo", pondera o vice-presidente da Anfavea, Alexandre Bernardes. Em documento encaminhado à ministra da Agricultura, Tereza Cristina, com as prioridades do setor para o Plano Safra 2019/2020, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) sinalizou que a redução no juro é uma das solicitações do setor, mesmo com sinalizações já dados pelo governo de que irá reduzir os subsídios agrícolas.

A entidade listou ainda como necessidade o aumento de recursos para o setor, reforço nos créditos para construção de armazéns, adequação das propriedades à legislação ambiental e a incorporação de inovações tecnológicas nas propriedades rurais (programa Inovagro). Juros agrícolas mais altos podem estimular busca por consórcio, leasing e até barter O aumento nas taxas de juro das linhas de crédito ao setor agrícola é apontado como "possível" por alguns executivos do setor e até como um "tiro no pé" por outra parcela. É fato, porém, que bancos, montadoras e produtores já começaram a pensar em novas fórmulas para efetuar investimentos e financiar o setor. Para o vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Alexandre Bernardes, é natural que a mudança ocorra, dada a falta de dinheiro no caixa das União. Mas, para ele, deverá ser uma alteração gradual do cenário e com pequenas alterações para 2019/202.

"A própria ministra (Tereza Cristina, da Agricultura) usa um termo para essa mudança, que é o desmame. Não pode pegar o bezerro com quatro dias e simplesmente parar de amamentar. Tem que ser aos poucos. Nenhuma política deste tipo pode ser alterada radicalmente da noite para o dia", exemplifica Bernardes. Segundo Bernardes, já há bancos se movimentando em busca de outras alternativas de crédito para oferecer. O executivo avalia que o setor deve pensar em diferentes alternativas, com consórcio e até leasing para ocupar esse espaço. "Precisamos pensar fora da caixa, talvez com o mercado de capitais para buscar recursos para investimentos", reflete Bernardes. O risco dessa redução nos juros, alerta o executivo, é levar a um retrocesso nos investimentos do produtor, o que se refletiria, no futuro, na queda da produtividade. São justamente investimentos que levem ao aumento de produtividade outra questão que o setor de máquinas acredita que o governo federal deveria apoiar.

Hoje, não há nenhuma linha de crédito federal para financiar serviços, como melhor conexão de internet no campo. "Mas, entre juros maiores e mais recursos, ou menos recursos com juros menores, eu prefiro a primeira opção", opina Bernardes. Essa mudança de cenário pode de trazer de volta mecanismos de compra menos usados, como o barter (sistema em que o pagamento é feito com grãos ou indexado à cotação de alguma commodity). A Valtra, por exemplo, já está testando o barter em Minas Gerais, atrelando o preço das máquinas à cotação do café. "Se realmente houver elevação das taxas de juro isso pode ser um estímulo ao sistema, assim como pode aumentar a procura pelo consórcio", avalia Alexandre Assis, diretor de contas chave da AGCO, dona da Valtra. A fabricante sul-coreana de tratores LS Tractor, uma das pioneiras na adoção do barter para compras de máquinas, usa o sistema desde 2013. De acordo com Ronaldo Pereira, gerente nacional de vendas da empresa, o percentual de negócios com o barter alcança apenas cerca de 3% das comercializações. "Já o consórcio cresceu 45% em seis anos. É uma ferramenta que pode se alavancada em razão de juros maiores.

Fonte: Thiago Copetti, de Ribeirão Preto (SP) para o Jornal do Comércio

 
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