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Todos os passos do golpe
Saiba como o voto de 54 milhões de eleitores foram parar no lixo
19/04/2016




A eleição mais longa da história do Brasil ainda não acabou. Dilma ganhou os dois primeiros turnos em 2014, ocasião em que recebeu cerca de 54 milhões de votos de brasileiros e brasileiras que aprovaram seu primeiro mandato, herdado de Lula da Silva.

A oposição e a classe dominante não se conformaram por ter mais uma vez perdido no voto e resolveram conspirar para ganhar no tapetão. Estava iniciado o 3º Turno daquela eleição. O pedido de auditoria nas urnas, quatro dias depois da eleição, foi o primeiro movimento golpista. Não deu certo.

Aproveitando-se do agravamento da crise econômica que, desde 2008, vem abalando as economia de países desenvolvidos e em desenvolvimento, a oposição, por meio de seus representantes infiltrados no Legislativo, no Judiciário, no Ministério Público e na Polícia Federal, com o apoio da classe patronal e dos grandes meios de comunicação, passaram a vincular os casos de corrupção das sucessivas fases da Operação Lava Jato ao governo Dilma e a insuflar a população politicamente analfabeta e midiotizada a sair às ruas para buscar o tal “respaldo popular”.

Como não encontraram nenhum envolvimento da presidenta, buscaram no Tribunal de Contas da União, por meio do ministro Augusto Nardes, a base legal para buscar o impeachment de Dilma.

Para quem não sabe, Nardes iniciou sua carreira política na Arena, partido de sustentação dos governos da ditadura, e a encerrou no PP, partido recordista em envolvidos em casos de corrupção da Operação Lava Jato. Indiciado na Operação Zelotes por ter recebido cerca de R$ 1,8 milhão como vantagens no escândalo do Carf, Nardes foi designado para encontrar indícios de irregularidades nas contas do governo. Como não encontrou, prejulgou como “crime de responsabilidade” o uso das chamadas “pedaladas fiscais” – operações pelas quais o Tesouro Nacional atrasou repasses de dinheiro para os bancos financiadores de despesas do governo com benefícios sociais e previdenciários, como o Bolsa Família e o Seguro-desemprego. As pedaladas foram comumente utilizadas por outros governos (FHC, Lula etc) e é utilizada atualmente por vários governos estaduais e municipais, por exemplo, sem que estes governos sejam acusados e sofram tentativas de impeachment.

O passo seguinte foi dado por juristas notadamente vinculados à oposição, que entraram com um pedido de impeachment na Câmara Federal. Lá o presidente Eduardo Cunha, do PMDB que tem interesse de ver seu cacique Michel Temer na Presidência da República, encaminhou a toque de caixa a votação da admissibilidade do processo, tanto que a Câmara passou a ter sessões de segunda a sexta-feira e a sessão especial no sábado e domingo, 16 e 17 de abril. O empenho de Cunha seria um ato de vingança ao PT, porque os três deputados petistas do Conselho de Ética não o apoiaram no processo de quebra de decoro aberto por ter mentido dizendo não possuir dinheiro em contas no exterior, oriundo de corrupção.

Assim, os votos de 54 milhões de brasileiros foram jogados no lixo e trocados pelos votos de 513 deputados federais. Entre estes deputados, 299 respondem por 1.131 ocorrências judiciais diversas, especialmente atos de corrupção, segundo apurou o site Excelências.

O resultado da votação: 367 deputados votaram “sim”, a favor da continuidade do impeachment, e 137 “não”, a favor de Dilma. O 3º Turno foi vencido pela oposição e o golpe contra a democracia (não contra a Constituição como a grande mídia insiste dizer) se mantém.

Agora o 4º Turno se dá no Senado Federal, outra casa repleta de políticos envolvidos em falcatruas, bancados por empresários e ávidos para compor ou indicar correligionários para um novo governo.

 
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