Notícias
 
Investigação virou “show midiático”, diz Lula
Lula considerou uma falta de respeito a condução coercitiva, pois nunca se negou a prestar depoimento
04/03/2016


Em pronunciamento no diretório do PT, em São Paulo, na tarde desta sexta-feira (4), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou o depoimento de mais de três horas que prestou à Polícia Federal pela manhã, em razão do mandado de condução coercitiva emitido contra ele.

Em um discurso inflamado para militantes, Lula disse estar indignado com o fato de ser coagido a depor, que se tratava de uma falta de respeito com ele, e que sempre esteve à disposição para prestar esclarecimentos à Polícia Federal e ao Ministério Público.

O ex-presidente também afirmou que o incidente reacendeu sua chama e que, a partir da semana que vem, irá percorrer o país. “Se quiseram matar a jararaca, não bateram na cabeça. Bateram no rabo. A jararaca está viva”, disse Lula ao encerrar sua fala sob gritos de “Lula, guerreiro, do povo brasileiro”.

Ele ainda afirmou que os acontecimentos desta sexta-feira podem servir para fortalecer o Partido dos Trabalhadores. “Embora eu esteja magoado, eu acho que o que aconteceu hoje era o que precisava acontecer para o PT levantar a cabeça. Há muito tempo que todo santo dia alguém faz o PT sangrar. A partir da semana que vem, quem quiser um discursinho do Lula, é só acertar a passagem de ônibus que eu estou disposto a viajar esse país. Nós vamos recomeçar de novo”, afirmou o Lula, dando a entender ainda que, a menos que tenha problemas de saúde, deve ser candidato à presidência em 2018. “Não sei se serei candidato em 2018. A natureza é implacável com quem já passou dos 70, mas a ciência também avançou bastante”, complementou.

“Falta de respeito”

Lula começou o pronunciamento afirmando que considerava uma falta de respeito o modo de operação do judiciário e que nunca se negou a prestar depoimento. “Hoje, na minha vida, é o dia da indignação, da falta do respeito democrático, o dia do autoritarismo de pessoas do Judiciário, porque seria tão simples ter me convidado para prestar depoimento que eu iria”, disse Lula no início do pronunciamento. “Esse ano eu fui prestar três depoimentos, um inclusive eu estava de férias. E fui prestar depoimentos de seis horas para me fazerem as mesmas perguntas que me fizeram antes e me fizeram hoje”.

Lula afirmou que entrou com pedido na Justiça para não prestar depoimento sobre ao seu suposto triplex do Guarujá para o Ministério Público de São Paulo porque o procurador já teria feito um pré-julgamento. Ele acusou o juiz Sérgio Moro e a força-tarefa do MP e da Polícia Federal de arrogância e prepotência na condução da operação Lava Jato. “O Moro não precisaria ter mandado a coerção da Polícia Federal na minha casa, na casa dos meus filhos. Era só ter me convidado”, disse.

Ele também criticou o judiciário pelo vazamento de informações à imprensa antes mesmo de os advogados de defesa terem acesso a informações. “Enquanto os advogados não sabiam nada, alguns meios de comunicação já sabiam. É lamentável que uma parcela do poder judiciário brasileiro esteja trabalhando em parceria com a imprensa”, afirmou.

“Quem condena é uma manchete”

Lula acusou a imprensa de querer criminalizá-lo e ao PT para impedir que ele concorra à presidência em 2018. “Hoje, nesse país, ser amigo do Lula parece que virou uma coisa perigosa. É preciso criminalizar o PT, criminalizar o Lula, porque esses caras podem querer continuar no governo”, ironizou o ex-presidente.

“Eu não estou indignado com os jornalistas não, estou indignado com o comportamento de determinados meios de comunicação. (…) “Hoje, quem condena é uma manchete”, complementou.

Ao falar sobre o depoimento que prestou nesta manhã. Lula negou envolvimento em qualquer ato ilícito. “Se a PF, o MP ou quem quer que seja encontrar um real de desvio na minha conduta, eu não mereço ser desse partido”, disse.

Ele também voltou a negar que seja dono do sítio que frequenta em Atibaia (SP) e de um apartamento triplex no Guarujá (SP), que o MP investiga por suposto ocultamento de patrimônio. Ele ainda ironizou a cobertura intensiva da mídia sobre o tema.

“Eu vou à chácara de um amigo porque os inimigos não me oferecem, bem que a Globo poderia me oferecer o triplex em Paraty”, afirmou o ex-presidente. “Eu quero saber quem vai me dar o apartamento quando esse processo terminar, se vai ser a Globo ou o MP. Alguém vai ter que me dar e alguém vai ter que me dar a chácara”, complementou, sob aplausos.

 

 

Fonte: Portal Sul21

 
Veja também
 
 
 
 
 
 
 
Redes Sociais
 
 
Folha Metalúrgica
 
Assista
 
Escute
Escolha o áudio abaixo...

 
Boletim Eletrônico
Receba em seu e-mail o boletim eletrônico e informes do Sindicato

Não quero mais participar
 
Veja Também
 
 
Serviços
  Benefícios para Associado
  Tesouraria
  Jurídico
  Homologação
  Saúde
  Catálogo de Convênios e Parcerias
O Sindicato
  Institucional
  História
  Diretoria
  Base do Sindicato
  Subsedes
  Aposentados
  Colônia de Férias
  Lazer
Convenções
  Metalurgia
  Reparação de Veículos
  Máquinas Agrícolas
  Siderurgia
Galerias
  Fotos
  Escute
  Notícias
  Opinião do Sindicato
  Folha Metalúrgica
  Publicações
CNM  FTM RS  CUT
 
STIMEPA - Sindicato dos Metalurgicos da Grande Porto Alegre
Av. do Forte, 77 - Cristo Redentor - CEP 91.360-000;
Telefone: (51) 3371.9000 - Porto Alegre - RS.
De segunda à sexta, das 8h às 17h.
 
Omega Tecnologia