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Dilma tinha razão: mundo vive nova crise global
Mercado chinês é o vilão da vez
24/08/2015


O cenário mundial das bolsas de valores após o crash chinês nesta segunda-feira 24 confirma que a presidente Dilma Rousseff, que tem feito alertas frequentes sobre a gravidade da crise global desde o início de seu segundo mandato, tinha razão. Apesar disso, ela sempre foi contestada por analistas internos sobre esta tese.

A queda de 8,46% em Xangai – a maior queda percentual diária desde 2007 –, no entanto, afetando bolsas de valores em todo o mundo, do Japão à Indonésia, mostra que o quadro é inequívoco: o mundo enfrenta uma crise tão aguda ou ainda mais grave do que a de 2008.

Ainda na Ásia, o índice MSCI, que reúne ações da região Ásia-Pacífico exceto Japão, caía 5,46%, abaixo da mínima de três anos. Hang Seng teve queda de 5,17%, enquanto Nikkei despencou 4,61%. Enquanto isso, as principais bolsas da Europa registraram perdas entre 4,6% e 5,96%.

"Os mercados estão em pânico. As coisas estão começando a parecer com a crise financeira asiática no fim da década de 1990. Especuladores estão vendendo ativos que parecem ser os mais vulneráveis", disse o chefe de pesquisa do Shinsei Bank, Takako Masai.

Em menos de um ano, preços do petróleo caíram mais de 60%, derrubando ações de todas as petroleiras globais. Commodities exportadas pelo Brasil, como o minério de ferro, também enfrentam as mínimas históricas. Desta vez, até analistas conservadores, como Miriam Leitão e Carlos Alberto Sardenberg, tenderão a reconhecer a gravidade do quadro internacional.

 

Confira mais detalhes nas reportagens da Reuters, abaixo:

Índice europeu de ações perde 450 bi de euros em valor de mercado após tombo da China

O principal índice europeu de ações despencou nesta segunda-feira após os mercados chineses desabarem, reduzindo em bilhões de euros seu valor de mercado e atingindo a mínima em sete meses.
O índice FTSEurofirst 300 fechou com queda de 5,44 por cento, a 1.349 pontos e perdeu cerca de 450 bilhões de euros (521,42 bilhões de dólares) em valor de mercado -- pior performance de fechamento desde novembro de 2008.

O índice chegou a cair 7,8 por cento durante a sessão, maior queda intradia desde outubro de 2008, pouco depois da falência do banco de investimentos norte-americano Lehman Brothers. O termômetro fechou acima das mínimas mas permaneceu em vias de marcar a pior queda mensal desde 2002. Seu valor de mercado diminuiu em mais de um trilhão de euros desde o início do mês.

As bolsas chinesas despencaram mais de 8 por cento nesta segunda-feira, em sua maior perda diária desde o início da crise financeira global em 2007, após Pequim não anunciar grandes medidas de estímulo no fim de semana, mesmo após tombo de 11 por cento na semana passada.

Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 4,67 por cento, a 5.898 pontos. Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 4,70 por cento, a 96.648 pontos. Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 5,35 por cento, a 4.383 pontos. Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 5,96 por cento, a 20.450 pontos. Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 5,01 por cento, a 97.756 pontos. Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 5,80 por cento, a 4.981 pontos. 


Bolsas nos EUA têm pior sessão em 4 anos por preocupações com China

Investidores preocupados com a China levaram os principais índices acionários dos Estados Unidos a recuarem quase 4 por cento nesta segunda-feira, em uma sessão volátil que confirmou o S&P 500 formalmente em território de correção, mesmo após uma dramática recuperação das ações da Apple.

O índice Dow Jones fechou em queda de 3,57 por cento, a 15.871 pontos, enquanto o S&P 500 perdeu 3,94 por cento, a 1.893 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq recuou 3,82 por cento, a 4.526 pontos.

Com as perdas desta sessão, o S&P 500 e o Nasdaq entraram em território de correção. O Dow Jones já havia entrado em território de correção --isto é, mais do que 10 por cento abaixo de sua máxima em 52 semanas-- na sexta-feira.

O Dow Jones chegou a perder mais de 1 mil pontos nesta sessão, a maior perda em pontos intraday de sua história.

A queda desta sessão veio após as bolsas chinesas despencarem 8,5 por cento, o que foi o gatilho para vendas nos mercados acionários mundiais, assim como no petróleo e em outras commodities.
Wall Street vinha operando em uma margem estreita durante boa parte do ano, mas a volatilidade saltou este mês, com os investidores cada vez mais preocupados com um potencial tropeço da economia chinesa e após Pequim surpreender os mercados ao desvalorizar sua moeda.

Alguns investidores venderam ações pouco antes do fechamento do mercado na tentativa de capitalizar com a volatilidade nos preços vista mais cedo.

"Se as coisas não se acalmarem na China, nós podemos ter outra abertura feia amanhã e você não iria querer ser pego mantendo posições que você comprou esta manhã", disse o diretor de derivativos da Charles Schwab, Randy Frederick.

O presidente-executivo da Apple, Tim Cook, tomou uma atitude pouco usual, em comentários à CNBC, de reafirmar aos acionistas sobre os negócios da empresa na China, antes de uma dramática queda 13 por cento e recuperação das ações da empresa, que fecharam em queda de quase 2,5 por cento, a 103,12 dólares.

O S&P 500 e o Dow Jones tiveram suas maiores baixas percentuais diárias desde 18 de agosto de 2011. Já o Nasdaq teve a maior queda percentual desde 9 de novembro de 2011.
Preços do petróleo desabam para novas mínimas com temores sobre China

NOVA YORK (Reuters) - O movimento de queda do petróleo, que já dura algumas semanas, acelerou-se agudamente nesta segunda-feira, com os preços caindo mais de 5 por cento para novas mínimas de seis anos e meio, devido a preocupações com a economia da China.

As perdas no petróleo seguiram a queda no mercado de ações da China de quase 9 por cento, que por sua vez afetou os mercados financeiro globais.

A maior queda diária do petróleo em quase dois meses sugere que os piores temores em relação às previsões econômicas da China (o segundo maior consumidor de petróleo do mundo) obscureceram sinais imediatos do persistente excesso de oferta como o principal motivador da baixa.

O petróleo Brent para outubro caiu 2,77 dólares, ou 6,1 por cento, encerrando a 42,69 dólares por barril, após cair para a mínima do contrato de 42,51 dólare por barril, o valor mais baixo para o primeiro vencimento desde março de 2009,

Já o petróleo nos EUA teve queda de 2,21 dólares, ou 5,5 por cento, encerrando a 38,24 dólares por barril, a mínima desde fevereiro de 2009.

O petróleo nos EUA, que está se encaminhando para uma perda mensal de 17 por cento, registrou sua oitava semana consecutiva de perdas na sexta-feira, a maior série negativa consecutiva semanal desde 1986.
 

 

 

Fonte: Reuters e 247, com informações do portal Infomoney

 
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