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Energia pode subir até 60% no Sudeste, Centro-Oeste e Sul em 2015
A informação obtida pela Reuters traz enorme preocupação à classe trabalhadora
17/01/2015




A alta na conta de luz em 2015 poderá ser ainda maior do que a estimada nos últimos dias e alcançar entre 50% e 60% nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, se considerados o aumento extraordinário em fevereiro e os reajustes ordinários para as distribuidoras de eletricidade ao longo do ano. A informação foi obtida pela agência inglesa de notícias Reuters nesta sexta-feira com uma fonte do governo, que falou sob condição de anonimato. A fonte teve acesso a simulações feitas com base na realidade tarifária de cada região do país e no orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que precisará arrecadar cerca de R$ 23 bilhões neste ano.

No caso das regiões Norte e Nordeste, o aumento total da conta de luz neste ano ficaria em torno de 25% em média, segundo a fonte, também incluindo o aumento extraordinário em fevereiro e os reajustes ordinários.

Os cálculos não consideram um eventual alongamento do prazo de pagamento dos empréstimos de R$ 17,8 bilhões concedidos no ano passado por bancos às distribuidoras de energia elétrica.
Se for alongado o prazo do pagamento de dois para até quatro, como o desejado, poderá ser reduzido pela metade o efeito do pagamento do empréstimo nos reajustes ordinários a serem concedidos nas datas de “aniversário” de cada contrato.

Com isso, o efeito combinado de revisão extraordinária mais reajustes poderia ficar “abaixo de 50%” no Sudeste, Sul e Centro-Oeste, segundo essa mesma fonte.
Somente a revisão tarifária extraordinária, que deve ser aprovada pela Agência Nacional deEnergia Elétrica (Aneel) no início de fevereiro, deve elevar as tarifas no Sul, Sudeste e Centro-Oeste em cerca de 30% a 40%, em média. Os números a serem aprovados variam de empresa para empresa.

No caso das distribuidoras do Norte e Nordeste, que não entram no rateio da compra da energia de Itaipu e são menos oneradas, proporcionalmente, com a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), as revisões extraordinárias de fevereiro deverão ser menores, na casa dos 15% a 20%, em média, segundo essa mesma fonte.

A revisão extraordinária de tarifas será concedida para equilibrar as contas das distribuidoras, de modo a fazer frente, principalmente, ao aumento de 46% na energia de Itaipu e ao aumento dos gastos com a CDE, depois que o Tesouro Nacional decidiu não fazer aporte na conta este ano.

Na próxima terça-feira, a Aneel vai abrir audiência pública sobre o orçamento de 2015 da CDE, que deverá ter neste ano despesas de R$26 bilhões e receitas de R$3 bilhões, segundo a fonte.
Como o Tesouro Nacional não deve fazer aportes na conta este ano, a diferença de R$23 bilhões será paga por meio das tarifas dos consumidores de energia.

Entre as despesas bancadas pela CDE em 2015 estão, por exemplo, pagamento de indenizações a geradoras e transmissoras, que devem somar cerca de R$5,5 bilhões, subsídios à tarifa de consumidores de baixa renda (R$2 bilhões) e incentivo à geração com carvão mineral (R$1,2 bilhão).

 

 

Fonte: Jornal Correio do Brasil, com Reuters

 
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