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Políticas econômicas e sociais tiraram 36 milhões de brasileiros da miséria, afirma Dilma na ONU
Resultado é fruto da política econômica que gera empregos e de políticas sociais e de transferência de renda
24/09/2014


Na abertura do Debate Geral da 69ª sessão da Assembleia Geral da ONU, a presidenta Dilma Rousseff destacou que o Brasil saiu do Mapa da Fome, citando dados divulgados na terça-feira (16) pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Dilma afirmou que esse resultado é fruto da política econômica que gera empregos e de políticas sociais e de transferência de renda.

“Há poucos dias, a FAO informou que o Brasil saiu do mapa da fome. Essa mudança foi resultado de uma política econômica que criou 21 milhões de empregos, valorizou o salário básico, aumentando em 71% seu poder de compra nos últimos 12 anos. Com isso, reduzimos a desigualdade”, declarou a presidenta aos demais chefes de Estado e de governo.

“Trinta e seis milhões de brasileiros deixaram a miséria desde 2003; 22 milhões somente no meu governo. Para esse resultado contribuíram também políticas sociais e de transferência de renda reunidas no Plano Brasil Sem Miséria”, completou.

De acordo com o Mapa da Fome, o Brasil reduziu em 82% a população considerada em situação de subalimentação entre 2002 e 2013. O País foi citado como caso de sucesso no esforço mundial pela redução da fome. Segundo a entidade, somente 1,7% da população brasileira (3,4 milhões de pessoas) permanece em situação de insegurança alimentar. O índice abaixo dos 5% aponta o fim da fome estrutural no País.

De acordo com o levantamento sobre o estado da insegurança alimentícia no mundo, o Programa Fome Zero, que colocou a segurança alimentar no centro da agenda política, foi o que possibilitou o País a atingir a redução, incluída entre os Objetivos do Milênio da ONU. O estudo também destaca os programas de erradicação da extrema pobreza, a agricultura familiar e as redes de proteção social como medidas de inclusão social no País.“No Brasil, os esforços que começaram em 2003 tem resultado em processos bem sucedidos e políticas que tem reduzido de forma eficiente a pobreza e a fome”, diz o relatório.

“Nos últimos anos, o tema da segurança alimentar foi posto no centro da agenda política do Brasil. Isso permitiu que o País alcançasse tanto o primeiro objetivo do ODM, como da Cúpula Mundial da Alimentação””, avalia a Representante Regional Adjunta da FAO para a América Latina e Caribe, Eve Crowley.

Segundo ela, os atuais programas de distribuição de renda e erradicação da pobreza estão focados na vinculação de políticas para o fortalecimento da agricultura familiar com a proteção social. “Há ainda muito a ser feito no Brasil, mas as conquistas estão preparando o país para os novos desafios que deverão enfrentar”, afirma a representante.

A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, ressaltou também que o resultado é fruto de uma decisão governamental. Para a ela, a articulação feita entre ministérios criou diversas frentes para o combate à fome.

“Isso não acontece naturalmente. Não é porque aumentou a produção de comida que a gente tem as pessoas saindo da situação de fome. Em outras épocas o Brasil aumentou a prod


Ela ainda elencou esses motivos que levaram o Brasil a ser referência mundial no combate à fome, dentre eles a distribuição de renda com aumento do salário mínimo e dos empregos formais, aumento da produção de alimentos voltados ao mercado interno, políticas públicas como a merenda escolar, além da articulação de vários ministérios em torno da segurança alimentar.
“Então o box [do relatório] diz: ‘Quem quiser resolver o problema da fome, siga esse exemplo, o Brasil é um exemplo a ser seguido’”, enfatizou.

 

 
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