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Marina mente sobre CPMF e mídia conservadora tenta esconder
Foi flagrada na mentira: nas quatro ocasiões em que teve a oportunidade de votar em relação ao imposto do cheque, criado para financiar a saúde, a candidata do PSB/Rede Sustentabilidade votou contra
30/09/2014


Durante ato do PT na capital paulistana, noite passada, ao lado da presidenta Dilma Rousseff e do candidato petista ao governo do Estado, Alexandre Padilha, o ex-presidente Lula fez um alerta aos eleitores:
– Essa semana agora é a semana das mentiras. Vocês vão ver quantas mentiras vão ser contadas na imprensa. Vocês não têm que acreditar porque todas as vezes que aparece um candidato que tenta fazer as coisas para o povo mais humilde, ele é achincalhado pela elite brasileira que não quer que a gente faça – afirmou.
Lula, falando para um público de mais de 10 mil pessoas, também rechaçou as comparações com a presidenciável Marina Silva (PSB), que foi ministra do Meio Ambiente durante o seu governo.
– As pessoas dizem que a Marina é tão parecida com o Lula, tão amiga do Lula, é fundadora do PT e por que o Lula não está apoiando ela? Eu estou apoiando a Dilma e fiz a Dilma minha sucessora porque é como chamar alguém para ser padrinho dos nossos filhos. Quando vai escolher padrinho é alguém que na nossa ausência essa pessoa possa tomar conta dos nossos filhos. Quando escolhi a Dilma foi pela competência – acrescentou.

Mentiras

As falhas de Marina, porém, crescem sozinhas. No início da campanha eleitoral, durante o primeiro debate entre os presidenciáveis, na Rede Bandeirantes, Marina tentou passar a imagem de si própria que não correspondia à realidade. Disse que não fazia “oposição pela oposição”, dando como exemplo o fato de ter votado a favor da CPMF, quando seu partido – na época, o PT – era contra.

Marina, porém, mentiu e foi flagrada na mentira. Nas quatro ocasiões em que teve a oportunidade de votar em relação ao imposto do cheque, criado para financiar a saúde, a candidata do PSB/Rede Sustentabilidade votou contra. E, como tem pernas curtas, a mentira foi revelada no debate da Record, na noite do último domingo, quando a presidenta Dilma Rousseff a confrontou com dados do próprio Senado.

Flagrada em uma verdadeira ‘saia justa’, Marina soltou uma nota, na noite passada e, novamente,apelou para a mentira. Disse que foi favorável à CPMF quando o assunto tramitou numa comissão do Senado. Nesta ocasião, houve apenas uma votação simbólica e quem representou o PT foi a liderança do partido no Senado – e não Marina Silva.

Embora Marina ter sido pega na mentira, o que se transformou em um dos pontos altos do último debate e da reta final da campanha, a mídia conservadora tem feito um esforço para proteger a candidata do PSB das suas próprias falhas. Na última edição do diário conservador paulistanoFolha de S. Paulo, nesta terça-feira, Marina foi vitimizada. Na manchete, ela é colocada como “alvo do PT”, enquanto o verbo mentir é trocado por contradizer. No diário conservador carioca O Globo, Marina também é vitimizada: “após ataque”, “tenta explicar posição sobre CPMF”. No Valor, jornal de propriedade cruzada entre os grupos Folha e Globo, uma nova tentativa de proteção à candidata da direita. A manchete informa que ela votou quatro vezes contra a CPMF, mas “sob orientação do PT”. Isso quando o discurso da própria Marina era justamente o de “não fazer oposição pela oposição” e de ter desafiado seu partido.

Mais mentiras

Sob a proteção da mídia conservadora, Marina seguiu em mais uma mentira, na noite passada, em Caruaru, no interior pernambucano, tentou jogar a culpa de sua mentira para a presidenta Dilma Rousseff. Disse que ela, por não conhecer os meandros do parlamento, teria “feito confusão”.

– A CPMF tramita desde 1993. Entrei no Senado em 95. No processo da comissão, o senador Antônio Carlos Magalhães (DEM, já falecido) propôs um fundo de combate. Eu propus estudar medidas de combate à pobreza. Fizemos o bom combate na comissão. Aprovamos a proposta e no plenário houve mudança no texto e os recursos foram reduzidos pela metade. Aí sim votamos contrários. Fico tranquila porque sei o que fiz. Obviamente, uma pessoa como a presidente Dilma, que nunca foi vereadora, deputada, que não teve qualquer mandato político, tem uma certa dificuldade de entender o trâmite legislativo de uma proposta – alegou.

A realidade, porém, é que na comissão a que se referiu, quem se manifestou foi a liderança do PT, exercida na época por José Eduardo Dutra. E no plenário, em quatro ocasiões, a candidata votou contra a CPMF.

 

Fonte: Correio do Brasil

 
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