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Indústria brasileira cresce por quatro meses seguidos
O emprego na indústria sofreu um leve desaquecimento nos últimos meses
02/04/2014


A indústria brasileira registrou expansão pelo quarto mês seguido ao mostrar leve aceleração da atividade em março, diante de níveis mais altos de produção e de emprego, de acordo com o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgado nesta terça-feira. O PMI da indústria teve ligeiro avanço a 50,6 em março ante 50,4 em fevereiro, divulgou o Markit, permanecendo pelo quarto mês acima da marca de 50 que separa crescimento de contração.

– As empresas informaram produção ligeiramente mais alta, mas crescimento mais lento nas novas encomendas – destacou o economista-chefe do HSBC André Loes.

Em março, de acordo com o Markit, o índice de produção do setor atingiu o nível mais alto em três meses, embora o crescimento tenha sido apenas modesto, com os entrevistados citando a obtenção de novos contratos e a expansão da capacidade produtiva.

O volume de novos pedidos mostrou expansão pelo quarto mês seguido, mas a taxa de aumento também foi marginal em relação a fevereiro e ficou concentrada nos produtores de mercadorias semiacabadas, que mostrou melhor desempenho em março Como um todo, seguida pela de bens de consumo.

Já as condições dos produtores de bens de investimento mostraram deterioração, revertendo a ligeira melhora vista em fevereiro. Em relação ao emprego, a expectativa de crescimento da demanda e os planos de expansão dos negócios levaram à contratação de funcionários pela indústria em março pelo segundo mês.

– O que chamou nossa atenção é que as empresas sinalizaram o crescimento mais rápido do emprego em 12 meses, um acontecimento surpreendente considerando a fraqueza geral da economia – acrescentou Loes.

Já o aumento dos preços dos insumos foi o mais forte desde outubro, com recorde de alta em cinco anos, em meio a taxas de câmbio desfavoráveis, com as empresas de bens de investimento registrando o avanço mais forte em março. Esse custo foi repassado aos bens finais, cuja taxa de inflação foi a mais forte em quatro meses, segundo o PMI. As tarifas cresceram em todos os subsetores, mas o destaque ficou para o de bens de capital.

A produção industrial brasileira iniciou este ano em recuperação ao avançar 2,9% em janeiro sobre o mês anterior, ainda que tenha sido insuficiente para reverter a contração vista em dezembro. O IBGE divulga na quarta-feira os dados de fevereiro sobre a produção industrial e pesquisa da agência inglesa de notícias Reuters aponta desaceleração da expansão a 0,5%, indicando que o resultado do mês anterior foi apenas temporário.

 

Fonte: Correio do Brasil

 
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